domingo, 4 de maio de 2008
CRÉU, MANU VAMO DANÇÁ O CRÉU
O retorno estava próximo e eu numa agonia que não consigo descrever, me lançei de corpo e alma no apoio que meus amigos(as) me ofereciam, quem não oferecia eu pedia, na cara dura, e assim se passou a última semana . Festas, despedidas e senti na pele a dor de deixar pessoas queridas, pessoas que fazem a vida da gente fluir de uma maneira que o tempo parece não existir, tamanho é o prazer da convivência, mas esta postagem é sobre os apuros do retorno e da primeira gafe cometida no Brasil. NAGOYA/DUBAI/SÃO PAULO/LONDRINA. nagoya a dubai foi uma beleza, dormi o sono dos justos, depois de quase 3 dias sem dormir, né mayra, rose e juh negrão. Agora, de dubai a são paulo fui espremido, entalado entre a janela e um sr. árabe, enorme, fedido, um cheiro insuportável, e ainda por cima cismou de ler jornal, o folgado abria os braços e tomava todo espaço disponível e indisponível, quer dizer, invadia o espaço disponível do meu lado e da sra do outro lado. O negócio ficou feio quando a sra do outro lado começou a passar mal por causa do cheiro, aí o negócio fedeu ou fudeu, as duas opções estavam valendo, foi um corre/corre legal das comissárias, pior é que não havia lugar disponível para troca em classe alguma. Solução, ficamos quase 10 horas em pé, nos fundos do avião, revezando na cadeirinha do comissário, mas na maior mordomia, café, sucos, lanches, de tudo que estava disponível na cozinha, mas como nem tudo é perfeito, não deixaram eu fumar, fazer o quê! E estava eu todo contente, em Maringá-PR, saindo do bode da viagem, cheio de coragem para a minha primeira aventura, pensei, vou lá ver minha filha trabalhar,minha caçulinha. Me aprontei, tomei folego e parti, certo de que seria recebido com abraços, beijos, banda de música,rojões, povo me aplaudindo, bandeirinhas agitadas, tapete vermelho, enfim tudo que um herói merece, ou no mínimo lágrimas disfarçadas nos olhos, e uma palavra dita, papai, com lábios trêmulos de emoção. Pois bem, não foi bem assim, fui caminhando pois ainda não regularizei minha carteira de habilitação, o shopping, nunca me pareceu tão distante, o sol estava abrazador, 100 metros pareciam 1000 metros, o trânsito terrível, todos pareciam que andavam na contramão e queriam me atropelar, mas consegui chegar ao shopping avenida, entrei triunfante e com sorriso de orgulho nos lábios. Ao pisar na loja, Planet Girl, onde minha caçulinha é sub-gerente, com muito orgulho e adoro contar para os outros, ao invés de ouvir gritos de: papai voce chegou pra me ver? O que ouvi foi uma homérica bronca, tipo ôôô gooorrrdoooo, se pensa que tá no japão? quer ser roubado com essa máquina idiota pendurada no pescoço? É que gosto de fotografia, e como saí para a rua, como de costume levei minha câmera, profissional, enorme, e minha caçulinha, do alto dos seus 1 metro e 50 centímetros simplesmente me confiscou a máquina, lá mesmo dentro da loja, enfiou numa sacola de papel comum pra disfarçar e mandou-me passear, sem a máquina que me foi devolvida somente à noite, fui embora para casa me sentindo nú.
ÊÊÊÊÊÊÊ BRASIL!!!!!!!
- postado por Satolu, às 22:23 -
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