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Satolu, 27 de agosto de 1955.
Maringá - PR


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  segunda-feira, 29 de setembro de 2008
divagar devagar

Sabem aquelas pessoas em que você, logo no primeiro encontro sente que encontrou um ser especial? Que logo nas primeiras conversas se sente à vontade pra contar algo de sua vida, ou para falar besteira sem medo do ridículo? E que depois de pouco tempo essas pessoas se tornam essenciais ? Eu encontrei uma assim, pouco nos encontramos mas ela é especial para mim, não sei por quê, se você souber, cantora da ciranda da rosa vermelha, me conte e obrigado pela sua existência.
Troquei de serviço, na marcenaria estava um pouco fraco de trabalho e porisso resolvi procurar alguma coisa que me desse mais satisfação, pois é, por coincidência que a gente não entende , conversando com uma senhora, num antiquário, ela me disse que estava à procura de alguém que gostasse de restaurar móveis e objetos antigos, me candidatei e ela me aceitou na hora.
Agora sou um artesão, não confundir com ai tesão, restaurador de antiquário, o serviço ficou mais leve e tranquilo, trabalho em companhia da shakira e de um rádio ( a shakira é uma cadelinha akita que não gosta da minha moto e do cheiro de thinner), interessante que esse trabalho é um desenrolo de toda uma vida, pois por onde andei aqui no Brasil, e foi bastante,
sempre carreguei comigo minha oficina de restauro, às vezes fazia uns trocados para comprar alguma máquina mas na maioria das vezes era serivços gratuitos para amigos e para coisas de casa. Agora estou me atualizando novamente nas novas técnicas e nos produtos quimicos lançados para ajudar no serviço. Quem precisar é só me procurar no antiquário Santa Mônica.
 - postado por Satolu, às 20:28 - 2 Comentários




  sábado, 16 de agosto de 2008
o retorno, há

cara, depois desse tempo todo estou retornando, com muitos assuntos? nem tanto. Novidades? algumas, a minha moto ( o fudêncio) isso aí no masculino, tah bem, me levando onde preciso ir. Agora novidade mesmo é que estou trabalhando, huáhuáhuáhuáhuá(odeio essa risada), melhor buááááááááááááááá´, pois trabalhar cansa, né? Pois é, estou trabalhando como todo homem decente deve trabalhar (odeio isso também), sempre tive como hobby a marcenaria e diversos trabalhos manuais, aliando a fome com a vontade de comer me candidatei a uma vaga de marceneiro aqui em maringá, e para espanto de todos e mais ainda para meu espanto fui aceito já na primeira entrevista!
É uma marcenaria micro, somos em 4 operários e mais 1 pintor, fabricamos somente por encomenda, cada operário fica encarregado de uma parte de cada projeto e trabalhamos de maneira artesanal, normalmente fico com a parte de detalhes finais, ajustes, gavetas, medidas etc, isto é, a parte do marceneiro chato e cricri, fico encarregado de procurar defeitos possíveis e fazer os ajustes. Mas a oficina é equipada com equipamento moderno e é bem espaçosa, muuuuiiito bom este serviço, mas cansa pra carai!!!!!!!!!!!!!!!!
Para ir ao serviço vou de fudêncio, bem agradável quando o tempo está bom, mas quando chove é um drama, só nessa hora é que me lembro de que preciso compra uma capa de chuva, aí me lembro que preciso comprar um pneu novo, comprar um jogo de coroa, corrente etc, pro fudêncio ficar novo em folha, por enquanto vai sem capa e o resto, certo fudêncio?
amanhã eu volto, de fudêncio!!!!!!!!!!!
 - postado por Satolu, às 20:22 - 1 Comentários




  segunda-feira, 21 de julho de 2008
jjjááááá´volto!!!

desculpe a demora, prometo atualizar logo, bjs
 - postado por Satolu, às 15:16 - 2 Comentários




  quarta-feira, 18 de junho de 2008
100 anos depois...

depois de uma intimada dessas, vim aqui humildemente obedecer papai. porque papai manda e eu faço correndo, né?


vou colar um texto que fiz sobre o centenário da imigração japonesa. como eu não sei bulhufas da imigração, escrevi sobre o que sei bem: meus avós.

eu sei.
nem eu aguento mais essas comemorações do centenário da imigração japonesa que duram o ano inteiro. e olha que meus avós, pais do meu pai, são nascidos lá.


pouco sei do meu avô, uma pena.
quando eu era uma criança beirando a hiperatividade, correndo de calcinha pela casa, tirando sarro da cara dos meus primos mais velhos e brigando com os mais novos, meu avô era daqueles senhores distintos, que já acordavam com o cabelo a escovinha. lembro que ele só usava roupas sociais de tom cinza ou bege. ele pendurava um chaveiro na calça que fazia barulho enquanto andava. ele caminhava em volta da casa pra fazer exercícios. tinha sua própria poltrona na sala, ninguém ousava relar nela. sempre quando a gente chegava pra mais uma temporada de reveillón na casa dele, éramos presenteados com bombons e coca-cola. ah claro, marca registrada do meu avô, coca-cola. isso jamais faltou na casa dele. minha vó só bebe coca-cola até hoje. fanta, sprite, guaraná, pepsi? nem pensar, só coca-cola presta.
meu avô lia jornais japoneses e todo ano assistia a corrida de são silvestre.
ele tinha um orquidário lindo no quintal. eu sempre brincava por lá e acabava quebrando alguns vasos e matando algumas plantas. não sei como deixavam eu entrar naquela casa.



a minha foto preferida dele.


ele plantou um pé de limão no fundo de casa, e era onde eu subia e caía quase que diariamente. quando ele ficou doente, o limoeiro ficou doente. quando ele morreu, o limoeiro morreu também.
meu vô morreu em 1993 (ou 1994?), e a única coisa que eu lembro, era que a gente estava na bahia, mudando de casa. no meio daquela coisa de carregar e descarregar caixas, eu via minha mãe com um olhar triste, meu pai cabisbaixo e minha irmã chorando sem parar. bem mais tarde naquele dia me disseram que ele tinha morrido. eu tinha uns 9 ou 10 anos. quando eu voltei pro paraná, o orquidário não existia mais, nem a poltrona, nem o chaveiro fazendo barulho, nem os bombons.
eu nem sabia quantos anos ele tinha, nunca conversei diretamente com ele, não sabia o que ele achava de mim, nem fiz perguntas idiotas de netas para avôs.
avô não, meu dityan.


já com a minha avó foi diferente.
além do fato dela ser viva até hoje, o português dela sempre foi melhor. entre meus 12 e 14 anos, nós moramos na mesma casa. ela foi pro japão com a gente, fazendo o caminho de volta sei lá quantas décadas depois. encontrou um japão mudado, muito diferente do que ela deixou quando tinha 6 anos de idade. até as pessoas idosas não entendiam muito bem o que ela falava, porque o japonês dela era antigo demais.
se passou pouco mais de um ano e minha vó não quis mais ficar lá. disse que o lugar dela era no brasil. voltou sozinha, de avião.
quando foi nossa vez de voltar, ela se mudou pra uma casa ao lado da nossa. e todos os dias às 7 da manhã, minha vó ia em casa, varria o quintal, lavava a louça e esperava eu acordar pra me ajudar a fazer almoço.
eu já tinha idade o suficiente pra não fazer mais manha, nem estourar cano na casa dela, nem cortar a grama com a tesoura de costura dela. então a gente conversava muito. ela me contou todas as histórias de sua vida e eu quase chorei em todas.
a viagem, a vida no cafezal, o casamento, os partos, a ida pra cidade, a loja, os 9 filhos...

quando eu fiquei grávida, minha vó foi a quarta pessoa a saber. ela só riu, bateu na minha perna e me chamou de danadinha.
hoje em dia, quando ela me vê diz que eu preciso emagrecer logo, porque eu estou parecendo uma grávida.
e foi pra mim que ela deu seus albuns de fotos antigas da família, pra guardar em um lugar seguro porque ela, como qualquer pessoa de 86 anos (é 86 né?), tem medo de morrer de repente.



vovô e vovó no dia do casamento // a foto mais recente que tirei dela


e nesse post que eu sei que ela jamais vai ler, eu agradeço minha batyan por ter ido embora do japão, ter se casado, ter tido filhos e ter deixado meu pai se casar com uma gaijin e assim ter netas mestiças.
porque senão, hoje eu seria uma japonesa de pernas tortas, cabelo rosa e roupas estranhas vagando em algum lugar daquela ilha linda, contraditória e sufocante.


por amanda.
 - postado por Satolu, às 19:27 - 8 Comentários




  sábado, 31 de maio de 2008
Elefante louco

Já contei pra todos que agora virei motoqueiro, hahá, ou melhor, vruuuummm! Queria cachorro gordo, mas a Mayra (filha) disse que pareço mais um elefante louco, tá legal, aceito pois não sou gordo, talvez um pouco robusto e como estou em fase de crescimento essa gordura da adolescencia vai diminuir. Deus tá vendo!!!

moto 1 = Esses dias fui num centro comercial, lá na Cerro Azul, longe prá burro, eu e a minha imponente moto, tratei dos meus afazeres e tratei de preparar meu retorno. Aproximei da imponente Suzuki, fumei meu cigarro fazendo cara de pouco caso quando via outras motos, coloquei minha jaqueta, não estava frio mas motoqueiro que é motoqueiro usa sempre jaqueta, dei partida e coloquei o capacete, engatei a 1º marcha, como a moto estava na diagonal do meio fio já arranquei com a moto inclinada, nisso a imponente travou a roda trazeira, e foi o elefante louco para o chão.
Até tentei evitar o desastre, não deu tempo, quando vi estava sentado, olhando pra moto sem entender o que tinha acontecido. Depois que levantei , eu e a moto, fui notar que esqueci de tirar o cabo de aço que passo na roda traseira para evitar roubo. Aí , meus amigos, foi aquele vexame de desenrolar o tal cabo de aço da roda, da corrente e por onde a desgraçada conseguiu passar.
Mas, entre mortos e feridos salvaram se todos, tirando os dedos cheios de graxa, a cara de bobo, a capa do cabo toda esgarçada e o orgulho do motoqueiro mais esgarçado ainda. há!


moto 2 - Comprada a tal moto, providenciei o equipamento necessário, capacete o item principal, depois de um tempo comecei a achar o capacete enfeitado demais, como é de preto fosco não ficava combinando com um monte de adesivos, coisa de viado!!
Certa noite, estava no maior tédio, sem nada para fazer a não ser coçar e bundear, comecei a examinar tal capacete, com a unha arranquei um adesivo refletivo. saiu fácil, beleza. depois os tres restantes, ficou melhor, aaahhhhaaaaa.
Também raspei e tirei o adesivo da marca do capacete, coisa mais cafona e brega, aaaahhhhaaaa,
ficou melhor ainda!!! viva satorão gênio!!!
Sobrou um adesivinho redondo, cafona, amarelo, feio pra caralho, fdp te arranco já daí, e fiz isso!
Agora o capacete ficou com cara de macho, sem enfeites e sem viadagens, quem gosta dessas coisas é o giovanni.
Nessa hora a Marina e a Oriana vem da cozinha e me veêm fazendo arte, as duas ficam histéricas, me dão maior broca e eu não entendi nada, como é de praxe. depois é que fiquei sabendo que os adesivos refletivos são obrigatórios, assim como o adesivinho redondo. Pior é que amanhã começa fiscalização e multar os motoqueiros sem os tais adesivos, fazer o que? Tá no Diário deste domingo. Vou ter que circular com o capacete da Oriana por uns dias, hahahaha.


moto 3 - Quinta feira, lavei, poli, engraxei e dei beijinhos na moto, e chove desde sexta sem parar, buaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
 - postado por Satolu, às 22:57 - 17 Comentários




  sexta-feira, 23 de maio de 2008
Vai trabalhar, vagabundo!!!

Pessoal, faz um mês que cheguei, meu Brasil querido, revi tantos amigos, voltei a velhos lugares, me emocionei e matei saudades de coisas que estavam escondidas em minha alma. Interessante que quando se está longe a nossa memória guarda imagens, de paisagens e pessoas,
que ficam como fotos, imutáveis, e a gente caminha, novas experiências e vivências, e quando retorna a gente toma um susto. Encontra tudo e todos mudados, ainda bem, né? Isso é que faz valer a pena o reencontro, saber que mesmo com tudo que a gente vivencia, e o outro lado também não ficou parado, isto é caminhamos nessa vida, ainda assim a amizade, o amor, o gostar, não diminuiu com o tempo e as paisagens queridas só estavam esperando nosso olhar.



Trabalhar? isso satolu trabalhar!!!! ganhar o pão, ser digno, merecedor da admiração, ser esforçado, andar de cabeça erguida! tudo bem, já vou, dá um tempooooooooooo! aiaiaiaiaiaiai mas
isso cansa.
Tá legal, tô cheio de idéias, não tão novas, na verdade até meio velhinhas, mas o importante é o diferencial, a gestão, o toque, tudo isso bem discutido e analisado pelo pessoal competente do SEBRAE e do INSTITUTO TOMODATY, a quem agradeço de coração, vou trabalhar na área de prestação de serviços,no devido tempo vocês ficarão sabendo em detalhes, até lá fiquem roendo as unhas e batendo os joelhos de curiosidade.
Agora que tava gostando dessa vida de gigolô, háháhá.



E depois de 2 semanas de procura, finalmente achei e comprei minha motoquinha! Eu olhei pra ela, ela olhou pra mim, pintou aquele clima, e surgiu em minha mente um turbilhão de desejos animalescos eeeeeeeee vão pará? OK, OK, voltando,pois é, já em mente o serviço que me proponho estava precisando um meio de me locomover em Maringá, com agilidade e economicamente, porisso a solução foi a moto, inclusive apoiado pelo SEBRAE, palmas para eles!!
Mas até encontrar foi uma novela, voce chega numa loja, os caras olham pra você, vê essa cara de africano nipônico, ou afrinipo, e já deduzem, esse chegou do jp, vamo tomá a grana do otário, e dá-lhe mostrar moto de 500 cc, 750 cc, 1.000 cc, não te deixam chegar nas motos pequenas e usadas, quando voce consegue dizer a tua necessidade, moto usada, barata, boa, pouco rodada, de 125 cc dá uma debandada de vendedor e o que sobra fica olhando na tua cara fazendo cara assim, "cê tá de 171 pra cima de mim".
Porisso, à partir de segunda feira estou novamente motorizado, com uma moto Suzuki, modelo Entruder, de 125 cc, ano 2004, preta, lindona e to precisando de sugestões para o nome dela, coloquem as sugestões nos comentários, não vale "furiosa" pois era o nome do meu carrinho lá no japão.
 - postado por Satolu, às 21:19 - 6 Comentários




  terça-feira, 20 de maio de 2008
QUÊ ?!?!?!?!

Sem inspiração para as coisas, então te segura malandro:

O tempo é muito lento para os que esperam
muito rápido para os que tem medo
muito longo para os que lamentam
muito curto para os que festejam
mas para os que amam o tempo
é uma eternidade


feia?, nem tanto! olha a bundinha, com um banho, não só comia como andava de mãos dadas.



Comercial: calça jeans é calça Knorr, calça justa é calça Knorr, qualquer galinha fica gostosa.


Aviso: cuidado com o que não tem ombro, se entra a cabeça entra o resto!


Aviso: preste atenção na cabeça, o resto é prá levar e trazer.

Cantada de classe (do giovanni) : Vou te desossar todinha, osso por osso.


putz, tá maus, dddãããããããããã~!!!!!!!!!!!!!!!
 - postado por Satolu, às 10:54 - 4 Comentários




  terça-feira, 13 de maio de 2008
Amigo

Recebi um telefonema tarde da noite, atendi assustado, pensando ser alguma notícia ruim, mas foi uma grata surpresa, um amigo de infância ligando para saber como eu estou, conversamos e nos despedimos, prometendo mutuamente que nos veríamos em breve, dois dias depois, novo telefonema, e esse amigo me pergunta qual o endereço e como chegar em minha casa, surpresa!!!!Ele estava em Maringá, veio me dar um abraço, depois de muuuuuuuiiiiiito tempo, quase 20 anos? Cara, como foi bom de reencontrar!!!
Faltou tempo para a gente relembrar de tudo e de todos, voltamos a Nova Esperança e passamos por todas as ruas que marcaram nossa infância e adolescência, visitamos um velho amigo e reencontramos outros, foi emocionante pois eu assim desejava mas ao mesmo tempo temia de que essas memórias impregnadas em velhas casas e ruas me deixasse mais saudoso do que contente.
Foi só um pedido de ajuda na comunidade Dinossauros de Nova Esperança que eles apareceram, nos reunimos em uma Lanchonete aqui em Maringá, amigos e velhos companheiros do meu tempo de funcionário do Banco do Brasil, rimos demais, recordamos demais e também bebemos demais, é verdade, até eu tomei meu pilequinho hahahahahahah. Uma reunião de velhos companheiros, sorrisos fraternos e abraços de mostravam tanto bem querer mesmo depois de tanto tempo.
Rodrigo, você veio me ver, largou seus afazeres, viajou mais de 500 kilometros pra me dar um abraço, não tenho como liquidar essa fatura e vou ficar devendo eternamente essa demonstração de carinho, meu irmão, nice, luara, rodrigo filho, um abraço e um beijo a todos .
A vocês quatro não tenho palavras, gestos, ou outras formas de agradecer, porisso vai do fundo do meu coração, MUITO OBRIGADO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 - postado por Satolu, às 13:08 - 2 Comentários





Devaneios

Escrevi em depoimento a Rose e Johnni que um corretor me mostrou um estabelecimento no ramo de alimentação na esperança de que eu comprasse a dita lanchonete, me falou das vantagens,
vendas diárias, capacidade ociosa, máquinas e instalações, enfim me encheu o sacoooooooo! Pra me livrar do chato topei em ver a tal lanchonete, assim combinado e assim foi feito, até aí nada de mais, simples demais e nada de interessante para colocar em um blog.
O interessante foi aí, quando paramos em frente ao dito estabelecimento, o susto quando olhei na fachada, em letras até discretas, meio apagadas pelo tempo mas perfeitamente legíveis estava escrito SKINA SALGADOS ou algo assim, mas o nome SKINA está lá, prá mim foi muita coincidência.
Outro coincidência, conversando com a proprietária, viúva, cujo rosto não me era estranho, venho a descobrir que ela era de Nova Esperança, minha terra natal, e seu falecido marido era companheiro em noitadas e correrias de moto, em minha juventude, depois de relembrar-mos várias passagens engraçadas e outras nem tanto, me despedi emocionado daquela senhora, mas desisti do negócio pois não é da minha área, apesar da tristeza do corretor.
 - postado por Satolu, às 12:46 - 3 Comentários




  domingo, 4 de maio de 2008
CRÉU, MANU VAMO DANÇÁ O CRÉU

O retorno estava próximo e eu numa agonia que não consigo descrever, me lançei de corpo e alma no apoio que meus amigos(as) me ofereciam, quem não oferecia eu pedia, na cara dura, e assim se passou a última semana . Festas, despedidas e senti na pele a dor de deixar pessoas queridas, pessoas que fazem a vida da gente fluir de uma maneira que o tempo parece não existir, tamanho é o prazer da convivência, mas esta postagem é sobre os apuros do retorno e da primeira gafe cometida no Brasil.
NAGOYA/DUBAI/SÃO PAULO/LONDRINA. nagoya a dubai foi uma beleza, dormi o sono dos justos, depois de quase 3 dias sem dormir, né mayra, rose e juh negrão. Agora, de dubai a são paulo fui espremido, entalado entre a janela e um sr. árabe, enorme, fedido, um cheiro insuportável, e ainda por cima cismou de ler jornal, o folgado abria os braços e tomava todo espaço disponível e indisponível, quer dizer, invadia o espaço disponível do meu lado e da sra do outro lado. O negócio ficou feio quando a sra do outro lado começou a passar mal por causa do cheiro, aí o negócio fedeu ou fudeu, as duas opções estavam valendo, foi um corre/corre legal das comissárias, pior é que não havia lugar disponível para troca em classe alguma. Solução, ficamos quase 10 horas em pé, nos fundos do avião, revezando na cadeirinha do comissário, mas na maior mordomia, café, sucos, lanches, de tudo que estava disponível na cozinha, mas como nem tudo é perfeito, não deixaram eu fumar, fazer o quê!
E estava eu todo contente, em Maringá-PR, saindo do bode da viagem, cheio de coragem para a minha primeira aventura, pensei, vou lá ver minha filha trabalhar,minha caçulinha. Me aprontei, tomei folego e parti, certo de que seria recebido com abraços, beijos, banda de música,rojões, povo me aplaudindo, bandeirinhas agitadas, tapete vermelho, enfim tudo que um herói merece, ou no mínimo lágrimas disfarçadas nos olhos, e uma palavra dita, papai, com lábios trêmulos de emoção. Pois bem, não foi bem assim, fui caminhando pois ainda não regularizei minha carteira de habilitação, o shopping, nunca me pareceu tão distante, o sol estava abrazador,
100 metros pareciam 1000 metros, o trânsito terrível, todos pareciam que andavam na contramão e queriam me atropelar, mas consegui chegar ao shopping avenida, entrei triunfante e com sorriso de orgulho nos lábios. Ao pisar na loja, Planet Girl, onde minha caçulinha é sub-gerente, com muito orgulho e adoro contar para os outros, ao invés de ouvir gritos de: papai voce chegou pra me ver? O que ouvi foi uma homérica bronca, tipo ôôô gooorrrdoooo, se pensa que tá no japão? quer ser roubado com essa máquina idiota pendurada no pescoço? É que gosto de fotografia, e como saí para a rua, como de costume levei minha câmera, profissional, enorme, e minha caçulinha, do alto dos seus 1 metro e 50 centímetros simplesmente me confiscou a máquina, lá mesmo dentro da loja, enfiou numa sacola de papel comum pra disfarçar e mandou-me passear, sem a máquina que me foi devolvida somente à noite, fui embora para casa me sentindo nú.

ÊÊÊÊÊÊÊ BRASIL!!!!!!!
 - postado por Satolu, às 22:23 - 5 Comentários